27/06/2011 @ Entrevista
É com orgulho que divulgamos nossa querida entrevista, feita com muito carinho e ajuda de vocês, nossos amigos e fãs da Juliette! A entrevista não é desta semana, foi feita em Maio/2011, mas resolvemos soltar quando o site estivesse bem completo para vocês passarem o dia navegando
Em Abril/2011, em parceria com o site Tenho Mais Discos Que Amigos, o FãClube fez uma enquete com os fãs sobre o que gostariam de perguntar para Juliette, e selecionamos as melhores perguntas para fazer parte da entrevista. E agora, você vê o resultado!

TMDQA! – Quando você pensa no Brasil e relembra sua adorável passagem por aqui em 2007, qual é a primeira coisa que vem à sua mente? E quais são as suas expectativas para tocar em outro grande festival daqui?
Juliette Lewis - Me lembro do público incrível e como eles me receberam bem e à minha banda também. Foi um show muito especial porque eu sonhava em tocar no Brasil desde que comecei a tocar ao vivo, e lá estava eu quatro anos depois. Foi uma grande realização pessoal, e além disso poder tocar com Björk e The Killers!! Espero que depois de terminar o próximo disco eu possa ver todos vocês de novo e a gente possa dançar e suar e cantar e celebrar juntos!
TMDQA! - Depois de ver o filme “Cidade de Deus”, você declarou que adoraria trabalhar com o diretor Fernando Meirelles. Já houve alguma conversa, algum convite?
Eu não cheguei a conhecê-lo, mas acho que ele tem um talento incrível, como poucos.
TMDQA! – Por falar em convite, como Matt Sorum surgiu com a ideia de você gravar com Cherrie Currie e como foi trabalhar com os dois? Em qual música você participou?
Matt Sorum é um amigo de longa data, e sempre me apoiou muito em relação à música. Então quando ele me convidou para cantar backings para o álbum que ele está produzindo para a Cherrie Currie eu aceitei na hora!! Foi tudo muito rápido.
TMDQA! – O que a gente pode esperar de mais essa parceria sua com o Kemble? (Confesso que adorei saber que estão trabalhando juntos novamente)
Kemble Walters é um dos melhores guitarristas e com a melhor presença de palco que já tive o prazer de trabalhar. Estamos escrevendo músicas juntos para o próximo álbum. Ele tem uma carreira solo, então não sei se vai ser possível que ele faça turnê comigo. Mas eu ADORARIA ter ele junto.
JL Fanclub – Muitas das letras dos Licks e do “Terra Incognita” são de sua autoria. Você gosta de contar histórias, inventar personagens? Você tem vontade de escrever para o cinema?
Eu escrevo TODAS as minhas letras e dirijo a visão geral de som e conceito dos meus álbuns. Minha música é uma expressão de todas as minhas emoções, fantasias e é a maneira mais divertida de me expressar. Sim, algumas músicas têm “personagens” como “Death of a Whore” de “Four on the Floor”, que é uma música sobre o assassinato violento de uma prostituta. E eu escrevi a letra da perspectiva dela. Eu adoro incorporar drama e contar histórias com minhas músicas. Todos os instrumentos oferecem sentimentos que realçam os meus próprios sentimentos e o que eu quero expressar. Como em “Hard Lovin Woman” de “Terra Incognita”, é a declaração de alguém que ama de maneira difícil e ama a vida e tudo que eu dôo e suporto nela. Não é sempre simples abraçar essa habilidade que todos temos de passar por problemas, sobreviver e manter a cabeça erguida.
E sim, eu estou escrevendo um filme agora. Espero poder filmá-lo um dia. E também quero fazer mais clipes para as músicas, que são como mini-filmes. Eu tenho milhares de idéias! Mas nem sempre tenho o dinheiro para fazer acontecer. Sou uma artista independente, então ganho grande parte do meu dinheiro na estrada e acabo investindo para fazer outro álbum.
JL Fanclub - Você tem parcerias incríveis no seu currículo com grandes artistas do rock e do pop. Tem alguém mais que você sonha em tocar ou compor, mas ainda não teve a oportunidade?
Trabalhar com Dave Grohl como baterista do “Four on the Floor” e Omar Rodrigues-Lopez em “Terra Incognita” foi uma experiência surreal. Eu quero muito que a Linda Perry produza meu próximo álbum. Ela produziu o EP “Like a Bolt of Lightning” sete anos atrás, quando comecei! E ela escreveu “I am My Father’s Daughter” e “Comin’ Around” comigo.

Joan, Ohio (EUA): “Você acredita em superstições?”
Eu acredito no poder de acreditar.
Rodolfo Balo, Capivari – São Paulo: “Muito se fala em uma atriz que formou uma banda. Porém existe a banda que formou uma atriz? Qualquer palco gera atuação? Ou o Rock remete a atitude e realidade, humano cru e nu, cuspindo suas atuações perante o filme da vida?”
Eu amo a relação entre sons e emoções. Drama e música. Sempre usei a música para evocar emoção ou humor em um personagem. Para filmar “Assassinos por Natureza” eu ouvi repetitivamente “Voodoo Child Slight Return” e “Killing Floor” do Jimi Hendrix.
Maira, São Paulo: “Na sua opinião, existem esteriótipos de mulheres que tocam em bandas de rock n’ roll? Você se vê em algum desses esteriótipos?”
Eu não sei e não me importo. Meu interesse na música e em escrever letras sempre teve a ver com a experiência de um show ao vivo. Eu sou profundamente conectada com todos os aspectos das músicas que escrevo; da batida da bateria, do ritmo da guitarra, solos, melodia, tudo é uma extensão da minha chama criativa e do meu “eu” espiritual, bem como da minha vida de fantasia emocional. Ao vivo eu gosto de me despir de tudo que é pretensioso e toco com a energia do lugar e do público. Eu perco totalmente a consciência quanto toco ao vivo. É um momento de largar o medo e a dor e me render ao mundo espiritual do rock n’ roll
Rob, West Midlands (Reino Unido): “Qual artista/banda você ama mas ninguém esperaria que você amasse?”
Disco, eu amo tudo relacionado à Disco Music do passado. Tem linhas maravilhosas de baixo e ritmos incríveis em muita coisa Disco, e eu amo ALGUMAS coisas de dance music como atualmente Robyn.
Christine, Manchester (Inglaterra): “Qual momento da sua vida te ensinou mais sobre você mesma e sobre essa viagem louca que chamamos de vida?”
Provavelmente quando eu decidi aos 30 anos formar uma banda de rock. Eu sabia que seria o começo de uma jornada longa, excitante e tumultuosa. Foi difícil finalmente revelar quem eu realmente sou como artista. Eu estava pisando num terreno totalmente desconhecido, e é exatamente isso que meu álbum “Terra Incognita” significa para mim. E sobre se doar ao seu lado criativo e abandonar todo o medo. Fazendo filmes eu era apenas parte do que sou. Música é tudo, nela sou líder, compositora, empresária, artista, dramaturga, cantora… fada, cigana…
Stephanie, Califórnia (EUA): “Qual CD está tocando no seu carro nesse momento?”
Uma banda eletrônica chamada Solid Gold. Mas eu geralmente faço CDs com um monte de músicas, indo de “Y Control” dos Yeah Yeah Yeah’s a Tina Turner. Rap antigo do tipo Eric B ou Rakim, ou o punk dos Dead Boys. Eu tenho músicas que se encaixam nos meus diferentes humores. E eu gosto de escrever minhas musicas assim, também. Eu estou muito ansiosa pelo meu próximo álbum. Ele é MUITO rock mas também dance e divertido e cheio de sabores!!
Eu vejo vocês muuuito em breve no Brasil para um show ao vivo!
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Maio/2011
2 Comentários
Bianca
27/06/2011 @ 5:28 pm
Julia e Maripê, eu to muito orgulhosa do trabalho de vocês. Adorei a entrevista e amei ver também que o site está ultrapassando fronteiras!
Beijos e parabéns!
See ya in Rio!
Dani Andreucci
27/06/2011 @ 11:23 pm
Mto bom meninas, parabéns.